Cada
manhã
Procuro
sempre a vida para meus olhos viver ao acordar cada manhã,
procuro esquecer os deuses fedorentos dos sonhos e suas sentenças,
sem más intenções vivo meu dia entre risos
e amor, entregando-me ás trevas para dormir.
Enquanto
consciente lembro-me sempre que aterra é a única
soberana sobre mim, me faz viver contudo que a natureza pousa
sobre ela, faz criar para alimentação para regalo
dos olhos, para os sentidos dos cheiros que me extasia e dá
ao viver alegria.. hoje de manhã a primeira coisa que dela
recebi, foi beber um copinho de água fresquinha; ela e
o ar são reis e rainha da vida.
Amar
um outro ser de sexo diferente é maravilho, quando nesse
amar existe a liberdade de beijar, de apertar de vagarinho, com
macieza de carinho, de abraçar, unir, introduzir, gritar
de prazer loucamente, mas um viver de amor como gente, que procura
ou procurou encher a terra de puras mentes e viver neste paraíso
contentes, rir, conversar, dormir agarradinhos…amar…
Com
os pés piso crença que está em desavença
com minha realidade; como as mulas que não criam, nem ando
no cio não espero cria; elas não tem culpa, deve-se
dar um viver de alegria, respeitando o que são.
Mas
sempre acreditei que o rio é de todos os peixes que pode
sustentar, e dos barcos que nele pode navegar.
Amo
a água das quedas, ao cair faz musica ou orvalhada, cria
ao redor erva fresquinha, molhada, quantas vezes a musica das
quedas saída, se torna em paz da vida (exemplo) Niagara
Lindíssimo quando o sol vem pousar com esse orvalho a pairar
no ar, formando um arco ires em muitas cores, dando ainda mais
vida a quem ama de verdade seus amores, pode ser humanos, podem
ser animais ou flores.
Como
é bom juntos aceitarmos o sopro morno dos ventos, que vem
na primavera a zunir e abando a flor de mimosa, ou nos botões
de uma rosa, fazendo cearas ondular; muitas vezes nelas temos
desejos de nos deitar, e rolar.
Mesmo
animais da selva ficam mansinhos quando fêmea no cio lhe
faz carinhos.
Até
as águas dos mares emudecem quando recebem beijos da águas
dos rios, vido depois rio acima depor muitos dos seu filhinhos
nas suas areias
Quantas
vezes me lembra que os montes pertencem a todas as arvores, as
arvores pertencem a todas as aves, e os homens devem saber manejar
e controlar.
As
folhagens das arvores dos montes são casas de abrigo de
todos os animais, por vezes sua alimentação, e que
nós homens devemos viver com eles em comunhão
Aprendi
que todos os quintais ou jardins pertencem a todas as brincadeiras,
que é dono de todas as atitudes de infância.
Incluindo
todas as raças do mundo, mesmo todas, isto porque de nós
humanos o sangue jorra vermelho igual.
Por
isso procuro o sorriso a atitude de viver alegre principiando
a cada manhã.
Por:
Armando C. Sousa