A
dor da saudade
Como
dói a saudade, que ternos sentimentos atravessam nosso
ser, nosso eu, sim nossa mente, existe quem diga alma, para mim
é tudo num.
Quantas
vezes a dor da saudade traz consigo uma doença arrasadora
de tristeza; quantas vezes nos culpamos e vivemos com um remorso
de que não temos culpa alguma, mas esse remorso mortifica-nos.
A
saudade para mim é uma carga elétrica negativa,
mas muito aguda, que nos assola depois de uma zanga quase sem
haver razão.
Surge
muitas vezes com uma promessa quebrada, ou muitas vezes de uma
ausência por castigo, onde nós saímos os maiores
castigados.
Muitas
vezes acontece de alguém prometer de nos virem visitar,
mas não aparecem assim, nós sofremos com a dor da
saudade e com a decepção quase de raiva, verdade
que é dura à dor da falta do amigo ou de um familiar
aquém adoramos.
Dói
tanto ao ver o fim duma amizade, ainda por cima estamos visualizando
o extermínio de uma amizade por não compreender
a falta.
O
coração mais mole e tímido sofre mais; eu
creio que muitos de nós, já temos experiência
dessa dor, causa!?… uma zanga com o namorado, promessa quebrada,
um amigo aquém não notamos, mas estava no bar sozinho
no canto duma mesa, talvez esperando por dez reis de conversa;
muitas vezes acarreta desunião e as hipóteses de
reconciliação são duras, porque tem de passar
por discursam e por vezes mil desculpas, sem que haja culpas.
Quantas
vezes recebemos em nossos genes a herança da honestidade,
e dói tanto partir essa honestidade com afirmações
menos honestas, quantas vezes geradas por interesses de negócios
de quem a pessoa não está associada, mas não
quer ferir um amigo influente na sociedade; são esses os
corações de moleza e medo de perder ou ferir, ou
mesmo medo das conseqüências.
Aí
sofremos com a saudade de ver parti a verdade que era nossa maior
herança, e a dor é enorme.
Nós
aprendemos o grande valor de um sorriso, mas sabemos quanto dói
se o forçarmos para combater a dor da saudade, pois bem
sabemos que estamos enganando, e a falta de honestidade adoece
nossa mente com tristeza.
Nós
aprendemos a amar tudo que nos rodeia, e rodeou na nossa passagem
pela vida, quero dizer das formas dos montes, das fontes das cores
das flores, do verde dos campos das cascatas de água límpida
caindo, ou até da flor da giesta ou do mato, para não
dizer o cheiro da mimosa, ou companheiros de escola, ou ainda
daquelas cerejas meios verdes que surrupiamos com os companheiros
da cerejeira do campo vizinho, mesmo as calçadas que pisamos,
tudo faz parte da dor da saudade, e quantas vezes quando a dor
é maior, lá vamos nós de visita, como pássaros
por cima das nuvens; lá chegando, a nossa maior preocupação
é ver se conseguimos amarrar a saudade ao sitio donde a
trouxemos e com ela a dor que nos adoece a mente com tristeza.
Quando
voltamos somos outra vez perseguidos e vergastados com a dor da
saudade.
Agora
é o falto das mãos que tantas vezes nos alisou o
cabelo, nos limpou o nariz e nos cobriu de beijos, nos deu o ultimo
bocado de pão, ficando a mastigar em seco.
Nesse
tempo não conhecíamos a dor, adorávamos a
voz que nos ensinava a respeitar a verdade, mas sabia ser dura
perante nossos erros, mas seu peito servia para recostar nossa
cabeça e ouvir chorar nossas perrices.
Assim
muitas vezes na soleira da porta, ela nos abria seu coração
e nos contava uma historia de fadas, nós terminando por
adormecer num sonho de felicidade.
Quantas
vezes nos cantava um poema de amor que só aquela voz que
nos gerou compreendia o significado, mas esse poema tinha a força
e meiguice de abrir o coração de mãe.
As
saudades vêm daquela voz que nos ensinou os nomes dos rios,
os nomes dos Países e suas capitais, que nos ensinou a
rabiscar as primeiras letras, com elas o ensino da honestidade
e dever de homem. Sim e dos amigos
Essa
saudade mora no pó daquela cidade muda; daquela gente que
apenas caminha na nossa mente; mas vive em nós causando-nos
a amarga dor, que vive na tristeza, e na dor da saudade.
Por:
Armando C. Sousa