A
doença dos apagões.
Carago,
com estes apagões, se eu pudesse inventar óculos
com visão da noite teria uma boa oportunidade de ir para
frente com a companhia e derrotar as luzes a baterias, ou mesmo
as velinhas e lâmpadas a gás.
Olhai
que isto está mesmo ruim com os apagões, os mandões
estão a nos meter cagaço, e sabem bem que não
foi terrorismo, mas dizem não saber o que acontecem; agora…
mas no principio atiraram umas pedradas aos canadianos, e estes
atiraram as pedras para trás aos Americanos.
Esta
não foi de brincar, mas eles agora não querem na
coisa, é grande de mais.
Bem
pensado isto foi o mafarrico para a humanidade; 50.000.000 a mandar
para os lagos pelo menos um quarto de quilo de marmelada sem ser
tratada, e um litro de jeropiga, faz muita maresia, depois as
baterias na água para causar doença são aos
trilhões, ou como se diz o outro numero a cima… Ziliões?
Onde
se pode estar bem é nas cabanas lá para o meio do
mato… Sim, sim não há mato, mas há
pinheiros, para fazer a vida um buraco na terra e ramos há
volta chega, como antigamente; a água essa ferve-se; banho
não é preciso; serve de weste vírus repelente,
esses mosquitos que vão ferrar no Cu duma abelha que é
doce.
Podemos
ensinar as crianças a jogar à barra e ao pião,
ou à pedrinha já que não podem ir a Terra
das Maravilhas.
Tinha
razão Algor e Clinton, em pensar em construir uma ponte
para o 21 centenário, mas saiu-lhe Bush como engenheiro
que está fazendo uma ponte para voltar a humanidade ao
tempo dos cruzados.
Que
alegria se eu pudesse voltar ao tempo de Clinton; sim gostava
de mulheres, qual o problema; digo-vos sem hipocrisia eu também
gosto dessa beleza; creio que a mulher deveria ser considerada
a primeira maravilha do mundo, mesmo a cada fim de semana tivesse
de levar flores a seu altar.
Nós
Ontarianos somos mesmo pessoas optimistas, sem gás. No
carro; andamos de estação em estação,
com a esperança de encontra alguma com gerador ou energia
solar, porque a aerólito é considerada energia de
terceiro mundo; e esta gente não quer copiar energia assim
tão barata. Pobre mentalidade.
Sobre
o nosso primeiro ministro e o ministro do Ontario desapareceram,
um esperava pelo telefonema de Bush que andava numa campanha de
arranjar as coroas para fazer a ponte
que nos leva à destruição total; o outro
espera dizer ao primeiro ministro, olha Jean aqui tens a maneira
Ontariana de poupar energia e água; em parte as torneiras
ficaram secas, eu creio que vais atingir a tua cota do Kioto.
Mas
logo o Mell diz que estará para Maio o nascimento de bebês
à descarga, dizem com o apagão não encontravam
as pastilhas do outro dia, ou as farmácias estavam fechadas;
será?…E que todo o resto trabalhou as maravilhas…
Quereis que vos diga?…como estava calor dentro de casa;
vim para o pátio, deitar-me na cadeira comprida, e principiei
a contar estrelas como quem conta carneirinhos, mas não
foi preciso contar carneirinhos, adormeci a contar estrelas.
Eu
até estava pensando de nomear a cidade de Nova York no
livro das coisas raras como a Cidade das velinhas, deixando Toronto
em segundo lugar como a cidade das pilhas ou da escuridão.
O
Person aeroporto como um dos maiores Hotéis do mundo, porque
creio que na terra do tio Sam havia de haver maiores Hotéis,
e creio mesmo que aquela gente nunca viu tantas estrelas ou contou
tantas, vamos estar a pau para a próxima, e por sim ou
por o não comprar um gerador elétrico para que a
comida do freezer não se estrague, e podermos ver onde
estão as pastilhas do outro dia.
Por:
Armando C. Sousa