Portugal;
depois de um inverno onde as águas assaltaram tantos corações,
destruíram tantas esperanças; criaram tantas ansiedades;
subiram a sítios nunca esperados, fizeram novos caminhos,
criaram derrocadas e sobressaltos levaram trabalho de tantos anos,
mostrando bem a impotência do homem, e a força sem
contextos, e vontade da natureza.
Todos
os pedidos; todas as preces, o erguer de olhos e de mãos
foram infrutíferos para parar a natureza, no seu caminho
de aviso às populações do mundo.
Um
pouco através do mundo tem mostrado que está zangada
com a humanidade.
Darei
alguns exemplos; cheias de Portugal e de Moçambique, os
tornados nos Estados Unidos, os fogos n Califórnia e no
Canadá; os terremotos na Turquia na China, na Columbia
Etc. Etc.
El
Ninhos El ninhas, as cheias em rede river Manitoba, e tantos e
tantos lugares através do universo.
A
natureza depois demonstrar um tudo nada de seu poder, com chuvas
e ventos cheios de deixar, pasmados os mais crédulos e
prejuízos enormes, mostrou outra vez o seu sorriso, o sol
veio, e as amendoeiras começaram a dar sinal dum sorrir
da natureza em Portugal..
Nas
cristas das montanhas ainda a neve espelhava, à luz dum
sol acolhedor, os reguinhos de água desciam por todos os
lados da montanha, tornando-se em regueiros, e daí em regatos
engrossando o a turbulência dos rios.
Mas
as amendoeiras já em flor como a desafiarem um inverno
de chuva e vento sem memória nos recordes do País.
O
espetáculo dizia-se de maravilhas, dizia-se mesmo de sonho,
o florido das amendoeiras entre o verde verdinho das oliveiras,
as cristas das montanhas cheias de neve; convidava as pessoas
humanas ir admirar a grandeza da natureza...
Os
homens em comando esqueceram-se que a natureza deve ser respeitada
adorada e ajudada; mas em vez de o fazerem, por muitos anos que
se entretinham a procurar lavar a cara dum País cheio de
podridão, mas lavavam apenas a cara, procurando fazerem
a espôo , gastando rios de dinheiro, que fazia falta para
mudar as faldas, cheirosas do interior do País...gastam
rios de dinheiro em fogo de artifício, mas não podem
preservar uma ponte, que foi feita para passarem carros de bois
e caminhões de pequena tonelagem.
Ignoraram
reportes de alarme, ignoraram necessidades dos humanos Portugueses.
Mas
ainda tiveram sorte de não ter de responder se fossem turistas
estrangeiros.
Durante
vinte anos que ignoraram cartas dos autarcas, de engenheiros e
sobretudo os protestos das populações;
As
populações ainda tem de responder em tribunal por
quererem avisar do perigo que corriam; isto só em Portugal
a ironia vai tão longe.
As
conseqüências de tudo isto abalaram os Portugueses
que vivem em todos os cantos do universo.
Nós
choramos, mas não podemos aliviar o luto e a dor de tantas
famílias, que acreditavam que seus familiares iriam ver
amendoeiras em flor....
Talvez
tivessem voltado extasiados de tanta beleza que a natureza lhes
oferecia, se não tivessem acontecido o que a muito previam,
as conseqüências tornaram-se numa das mais funestas
dos nossos tempos, com a previsível derrocada da ponte
de Entre os Rios.
Digo
previsível ao ler as cartas envidas ao governo, e a entidades
ligadas ao trafico do rio e travessia.
Isto
foi uma machadada cravada na mente insólita do ministro,
dos autarcas, na engenharia e na população que tem
por obrigação de aprender, para poder preservar
e respeitar as infra-s estruturas para que foram feitas; elas
só nos respeitam, se nós respeitarmos o justo valor
que lhes foi atribuído.
Os
sinais de podridão dessa ponte e de tantas outras estão
marcados com a data do tempo, se não houver precaução
por parte de quem tomou responsabilidade, e de nós próprios
que os posemos no lugar
No
próximo ano haverá mais gente que não regressará
do sonho nunca terminado de ver amendoeiras em flor.