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A Espada do Destino
Há muitos séculos atrás, a meio da montanha,
mesmo esculpida no lado sul, para se livrar dos ventos frios do
norte, havia uma pequena casinha onde vivia um casal de pastores;
deles tinha nascido um filho que muito adorava andar com os pais
vigiando as cabras e ordenhando-as para fazer o bom queijo muito
adorado na cidade onde existia o palácio real; seus pais
nas noites grandes e frias, entretinham-se contando historias de
embalar, formando desta maneira o caracter do menino.
Enquanto
as cabras pastavam o pai ensinava-o fazendo os mais bonitos e fáceis
brinquedos, naquele tempo ainda não havia natal, ainda ninguém
sabia mentir e falar dessa noite que cada um forma a seu belo contento.
Noite
que a mim me fez desacreditar nessas mentiras, depois de tanto chorar,
por ver meu sapatinho vazio de pois duma noite de vigília
e rezas ao menino, ou pai natal.
Dia
para esquecer, depois de ver minha mãe muito chorar e toda
a verdade me contar.
minha
mãe não tinha; para um brinquedo ou rebuçado
nem um tostão, apenas o que me podia dar era as lagrimas
de seu chorar.
Voltando
a história.
Naquela
noite contaram-lhe a historia da espada do destino, dizem... conta
a lenda que, existe uma espada que guia o destino do homem, que
conseguir arrancá-la do penedo onde ela esta cravada, essa
espada o encaminhará para a princesa mais bela e mais meiga
que se encontra à face do planeta.
O
menino perguntou, o que era um planeta, então seu pai foi
com ele aos foles onde aquecia o ferro e o trabalhava, pegou em
alguns bugalhos dos carvalhos vizinhos principiou a dar aos foles,
com a abertura virada para o ar.
E
assim mandou seu filho por os bugalhos um a um, e eles flautavam
no ar, então disse cada um representa um planeta, se algum
fugir desta gravidade pode cair no infinito onde talvez haja outra
gravidade que o sustente, mas será a escola que te poderá
dar uma noção completa do que é a gravidade
e os planetas, mas antes disso tens de aprender os riscos mágicos,
que podem falar contigo fazer-te rir fazer-te chorar falar com amigos
ensinar-te o que são planetas e cometas, como corre as águas
para o mar donde vem as águas que chovem, como podes falas
com os animais, como podes dar nomes às avezinhas ou borboletas.
Esses
riscos e livros, te darão a chave como tudo encontrares na
vida mesmo a espada do destino, que esta só poderá
pertencer a um coração puro, e se fores tu esse homem
puro terás oportunidade de encontrares essa espada.
O
menino quis saber como a prender esses riscos mágicos, e
os pais nessas longas noites de inverno, procuram ensinar Tabico,
assim era o nome com que o baptizaram, naquele tempo não
havia pia de baptismo nem fazia falta, para todos o deus era a natureza,
que dava sol dava chuva, dava luar, fazia crescer todas as novidades
para alimento, mesmo na primaveras nasciam os cabritinhos que saltavam
atrás da mãe mungindo as tetas para alimentar-se.
Seus
pais diziam que a espada só a arrancaria um coração
puro, e Tabico procurava honrar seus pais.
Um
dia na primavera Tabico ficou sozinho com seu rebanho enquanto seus
pais foram vender parte de suas crias e comprar o necessário
para casa.
De
volta já no sopé da montanha foram assaltados por
um bando de ladrões e piratas que os roubaram de tudo que
possuíam e os levaram, mais tarde os meteram num navio, para
trabalhar numa plantação; num pais muito longe do
reino.
Tabico
ficou sozinho e muito chorava por seus pais, os grito eram tão
dilacerantes que se ouviam a longa distancia, um dia apareceu uma
velhinha que procurou consolar o belo moço dizendo, eu te
guardarei o rebanho e tu pegares nesta bolinha que te guiará
onde estiver os teus desejos, e o sonho te pode mostrar a realidade.
Tabico
pensou em seus pais, mas pensou também na espada do destino,
precisaria de uma defesa para enfrentar a vida, e quem sabe, talvez
encontrar a princesa encantad... na trilhas de procurar seus pais.
Tabico
deitou a bolinha ao chão que o guiou através de montanhas
lagos e bosques, até chegar a uma clareira onde se encontravam
muitos jovens procurando todos experimentar de arrancar a espada
do destino.
Os
guardas do reino disseram, todos terão o direito, mas terão
de lutar para ele, ora Tabico não queria magoar alguém,
pôs sua bola no chão e esta se tornou num enorme pássaro
que o transportou ao cimo do penedo onde se encontrava a espada,
e sem esforço a retirou do penedo, sim esta era a espada
do seu destino, agora seu pensamento recaiu sobre a princesa encantada
e guardada por um dragão marinho que tinha ordens de a matar
ao aproximar-se alguém para a levar, a princesa, seria dada
ao mar e ao dragão quando fizesse 22 anos para amornar a
cratera do vulcão que ribombava a cada instante no cimo da
montanha.
Tabico
pôs sua bolinha no chão que o encaminhou para um grande
barco cargueiro, ali pediu trabalho e ali ficou como ajudante de
cozinheiro, ao fim de alguns dias estavam numa ilha onde apenas
se via cana de açúcar e umas pequenas barracas onde
dormiam os escravos, foi para ali que levaram seus pais.
Tabico,
da arvore que se escondeu, pode declinar seus pais e para que barraca
seguiria depois do sol por.
A
noite entrou, e Tabico com sua bolinha e sua espada do destino se
encaminhou para a barraca e sua bolinha o levou junto a seus pais,
que iam gritar de alegria se ele não lhes tapasse a boca
a tempo, fugiram da barraca e Tabico lançou fogo à
cana que em poucos segundos se tornava em cinzas, queimando assim
o tesouro do crime.
Deitou
sua bolinha que o conduziu a uma praia escondida, ali estava uma
enorme tartaruga que lhe falou com a voz da velhinha dizendo montai
sobre mim sem medo que eu vos levarei a festa do reino.
Tabico
reconheceu a voz que se parecia ao som melodioso e brisa suave da
natureza, a mesma voz melodiosa que lhe deu a bolinha que o guiou
á espada do destino.
Subiram
e em poucas horas estavam juntos ao penedo do sacrifício,
o penedo e a praia estavam cheios de gente, que tremia ao ouvir
o ribombo do vulcão, estava fazendo 22 anos que tinha nascido
à linda princesa destinada às goelas do dragão
marinho que estava já saltando à corda onde a princesa
pendia esperando os últimos minutos de vida.
A
tartaruga estava já muito perto do dragão quando este
saltou, então Tabico lançou mão da espada esta
cortou os ares, o dragão caía nas águas profundas
do mar com sua cabeça separada, as águas tingiram
de sangue e sobre um grande redemoinho dragaram nas suas entranhas
o dragão que já tinha engolido muitas princesas, o
vulcão amornou o seu roncar, apenas uma nuvem tênue
de fumo ficou pairando.
Tabico
retirou a espada que ficou cravada no penedo, e dum golpe cortou
a corda da princesa que caiu desacordada em cima da tartaruga que
desapareceu nas próximas ondas do mar.
Já
numa praia muito longe do reino a princesa acordou, ficando a se
apalpar e ver se estaria viva, então Tabico com ternura lhe
pegou na mão e a beijou, a moça tremeu, e corou, nunca
tinha sentido coisa igual
Não
sabia que sentimentos eram aqueles que o queria comer com tantos
beijos, os dois rolaram nem outro conhecia coisa tão boa
e tão ardente, quando o pai o chamara á realidade,
ele também corou de envergonhado, dizendo tu és princesa,
se quiseres, volta a teu reinado .
Levarei-te;
mas se quiseres ficar conosco e seres pastora, eu gostaria de te
pedir tua mão e unir nossos dois corpos para a eternidade.
Na
cidade procuravam quem tinha arrancado a espada do destino, pois
seria rei desse reinado.
Tabico
chegou com a espada e enterrou-a no mesmo penedo dando oportunidade
de todo o mancebo de ser rei desde que fosse puro; ninguém
conseguiu retirar a espada, que ele enterrou.
A
princesa estava junto de Tabico quando foi a vez deste experimentar,
o que o fez sem esforço esta o apertou em seus braços
dizendo ser feita a vontade da profecia, o dragão morrerá,
o vulcão se calar e a princesa seis filhos á luz dar
com aquele que a espada do destino arrancar.
Juntaram-se
e viveram muito felizes seus filhos por vezes iam escutar a histórias
dos pastores que eram sempre as mais certas lendas do mundo.
Por:
Armando
C. Sousa
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