Uma garrafa de porto dois copinhos cada dia
Mostrará que não estou morto
Verás no riso minha alegria
E nem meu pau fica torto
Cabeceira sem travesseiro cabeça de olhos fechados
Corpo rachado como nasceu
Os peleiros irisados
No balanço do prazer, poder-me levar ao céu
Dois brinquedos de amor
Balanço, perfume delicia de gritar
No gozo não haver dor
Na cama a balouçar
Com as cortinas fechadas, não ver nuvens ou luar
Na cama ondas de amor
Poder nas ondas navegar
Com todo prazer e sabor
Uma garrafa de porto
Vazia já sem licor
Balouçar, como o amor até meu pau ficar torto.


Por: Armando C. Sousa

Canadá - 15/12/2005