Uma
garrafa de porto dois copinhos cada
dia
Mostrará
que não estou morto
Verás
no riso minha alegria
E
nem meu pau fica torto
Cabeceira
sem travesseiro cabeça de olhos
fechados
Corpo
rachado como nasceu
Os
peleiros irisados
No
balanço do prazer, poder-me
levar ao céu
Dois
brinquedos de amor
Balanço,
perfume delicia de gritar
No
gozo não haver dor
Na
cama a balouçar
Com
as cortinas fechadas, não ver
nuvens ou luar
Na
cama ondas de amor
Poder
nas ondas navegar
Com
todo prazer e sabor
Uma
garrafa de porto
Vazia
já sem licor
Balouçar,
como o amor até meu pau ficar
torto.