Embrulhado
num casaco de couro mala na mão
Segurando
a esposa que mal se segura
Seguimos
num taxi para o avião
Dali a Cayo Coco, ar moderado natureza pura
Chegamos,
ao paraíso da amizade, dez da manhã
Da
hora que parti, mas eu estava lá
não aqui
Ar
quente me fazia suar, eu de casaco de couro
a estorvar
Tirei
as calças fiquei em calções,
de casaco na mão muito me ri
Cheguei,
fui tomar um chuveiro, de tanto suar
Vestir
roupa lavada para não cheirar
Meu
primeiro olá, a uma perna bem lançada
Corpo
bem torneado, pele bronzeada sorrisos para
dar
Seguia
seu caminho bastante apressada
Meu
coração fazia batida
Por
me encontrar no paraíso desta ilha
perdida
Comi,
estava na hora dos dentes bater
Mar
estava calmo, deitei-me na areia
Um
pouco de sol não queria perder
Sonhado
apenas do encontro com a sereia
De
pernas delgadas, sorriso maroto grande enseadas
Galgando
o mar em poucas braçadas
Neste
paraíso pensava no frio donde fugi
Eram
três da manha, nunca mais o vi.