Embrulhado num casaco de couro mala na mão
Segurando a esposa que mal se segura
Seguimos num taxi para o avião
Dali a Cayo Coco, ar moderado natureza pura
Chegamos, ao paraíso da amizade, dez da manhã
Da hora que parti, mas eu estava lá não aqui
Ar quente me fazia suar, eu de casaco de couro a estorvar
Tirei as calças fiquei em calções, de casaco na mão muito me ri
Cheguei, fui tomar um chuveiro, de tanto suar
Vestir roupa lavada para não cheirar
Meu primeiro olá, a uma perna bem lançada
Corpo bem torneado, pele bronzeada sorrisos para dar
Seguia seu caminho bastante apressada
Meu coração fazia batida
Por me encontrar no paraíso desta ilha perdida
Comi, estava na hora dos dentes bater
Mar estava calmo, deitei-me na areia
Um pouco de sol não queria perder
Sonhado apenas do encontro com a sereia
De pernas delgadas, sorriso maroto grande enseadas
Galgando o mar em poucas braçadas
Neste paraíso pensava no frio donde fugi
Eram três da manha, nunca mais o vi.


Por: Armando C. Sousa

Canadá - 13/02/06