Estranho; ainda me estão
a chegar saudades de menino
Das mamas, do colo dos beijos da saia de minha
mãe
Me olho; revejo onde cheguei...
Pergunto aos céus, e estrelas, quem
traçou meu destino
Pergunto aos astros e mãe natureza
também
Apenas encontro o querer dar pão aos
filhos, meu torrão deixei
Deixei o além...
Serão fantasmas da fome, ou saudades
que me perseguem?
Dentro de mim sangra ao pensar no meu torrão
Mas montanhas entre as duas pátrias
mais altas se erguem
Eu sinto cada vez mais debele meu coração
O silencio da saudade tomou conta da tristeza
e da dor
Absolto e distante, volto ao tempo do pião
E àqueles beijos e aqueles carinhos,
aquele amor
Me vejo crescer, o namoro uma paixão
O primeiro beijo roubado, noitinha, ao portão
Que coradinha ficou, me chamou ladrão,
de olhos a espelhar
Dizendo mansinha, pedias, não precisas
roubar
Quero experimentar contigo o sentir e calor
do beijar
Explosão de beijos encoberto pelo cunhal
do portão
Essa flor confiou na sinceridade de meu coração
Bateu com força na mente o amor
Era um botão lindo que se abriu em
flor
Mas em qual roseira se tornou
Seis rosas dela brotou
E desses caninhos, rebentaram tantos botõesinhos
Deles recebo tantos carinhos
Que vida de amor, de saudade e de dor
Encontrei por todos os caminhos.
Por:
Armando C. Sousa
Canadá
- 15/02/2006
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