Hoje aqui fiquei parado pensando...
Estou ausente da corrente do rio Pele correndo
No ultimo dia deixei-o, sem meus olhos para ele revirando
Passei-o de cabeça baixa, hoje de saudade morrendo
Quero negar mas não posso, o quanto lhe tinha amor
Mas não o saudei, nem mesmo da ponte onde passei, lendo
Poderia dizer, olá Pele rio onde tantas vezes me banhei
Nada, nem para ele olhei.
Apenas pensei depois de entrar no avião
Minha esposa ao lado dorida, me chama a atenção da vida
Eu sentia grandes batidas em meu coração
Já quase não podia dizer adeus ao Porto, de mente dorida
Já era a ultima areia que via, depois... o mar... o mar
Por entre nuvens o pensamento entrou a voar
Desapareceu do torrão que me deu grande sofrer
Deixou Portugal, voou para o outro lado do mar
Terra de milhares de ilhas
Onde vive a alegria que me deixa viver
Grandes lagos, mil e uma maravilhas
Ali inventei juventude nas poesias de meu escrever
Terra onde a indiferença para mi morreu
Meus pensamentos continuam a voar, querem voltar
Pousaram no rio Guadiana, fronteira Algarve Andaluzia
Nessas paragens descansar
África, do outro lado do mar, onde mora miséria fria
Tudo perto, gente, língua, sitio donde partiram descobridores
Musas de minha poesia
Escrever sobre verdades, grandes amores
Assim me iniciei a escrever no lap top, minha alegria
Livrando meu corpo de maiores dores.


Por: Armando C. Sousa

Canadá - 23/11/2005