Eu não quero ser velhinha; uma criança gritava
Olhando para uma senhora, que estava na esquina sentada
O meu Deus porque quiseste que eu tivesse nascer;
Agora que sou feliz; amanhã me fazes morrer.

Os cabelos tão branquinhos ; com a cara encurrilhada
Estendia a mão ao mundo; que ao passar a ignorava
A criança que gritava' de medo e compaixão
Foi falar com a velhinha, que na esquina estendia a mão.

Porque estás aqui senhora!... A criança perguntava
Vejo que estendes a mão ;mas vejo a mão sem nada
Quem foi que te abandonou ; te deixaram desprotegida
Foram os filhos e filhas; a quem um dia dei vida.

Disseram-me, Deus tem responsabilidade por tudo que criou
Também te criou a ti!... Porque te abandonou?...
Creio que as leis;sociais nos deixaram escolher
Liberdade ou escravidão; mas não escolhemos morrer.

Estou aqui agarrada ha vida, tu disse não querer ser velhinha
E a lei da natureza... Serás obrigada a respeitar... Filhinha.
O que és e o que eu sou, não é tua culpa nem minha
Seguimos, os nossos fados, não importa que seja Rainha.

O que eu estou escrevendo, não é lei, é meu parecer
Não e minha intenção a alguém contradizer
Resistem muitos milhões de ideais diferentes
A lei da natureza manda, sê aborrecido ou contente.


Por: Armando C. Sousa

Canadá-08 de junho de 2005