Não... não poeta, eu não te deixarei morrer
Enquanto meus dedos segurar na caneta e escrever
Nilson! Achas que Camões morreu?
Tantos ciclones e guerras passou, e sempre viveu
Ainda não encontrei tua semente
Quero tuas poesias semear
Depois guardarei tuas quadras com a gente
Outros que nação as vão recitar
Sim. Dizem que eras poeta, eu não te conhecia
Nunca me foste apresentado
Sabes Nilson, eu adoro toda a poesia
Se te conheces-se talvez tivesse mais alegria
Ao ler tudo que tens pensado
Amigo, na outra estação espera por mim
Minha viagem está perto, partida deste jardim
Lá nos vamos encontrar e versejar
Aqui, os nossos a ler no computador
O que está escrito de nós os vindouros vão amar
Alguns versos lhe servirão para enviar a seu amor
Sabes d'uma coisa Pereira?
A tua poesia, não te vai deixar morrer
Procurando, nos vais ver na brincadeira
Haverá sempre prazer em te ter
Não te conhecia poeta, mas espera-me
Na outra estação nos vamos encontrar
Escrevendo, lançaremos o perfume da primavera
Para os que estão neste canteiro se abraçar
Um dia virá que ficaremos juntinhos...
A poetar.


Por: Armando C. Sousa

Canadá - 19/10/2005