Jaze no cemitério: fez, mas não faz falta
Tudo que nasce morre e se escusa
Torna-se em sossego não se exalta
O que está vivo sim, do saber abusa.

Rapidamente passaremos ao nada
Ficaremos sem lugar para ocupar
Viemos aqui viver uma vida enganada
Apenas a memória tomara o lugar.

Ninguém te empurra, seguiras sozinho
Apenas deixaras talvez, tua semente
Gerada por alguém que te amava
Crescida e atirada fora de seu ventre.

Terá pensamento com mais riqueza
Sempre que deslumbrar á luz do dia
Talvez encontrará muito maior beleza
Para escrever e oferecer sua poesia.

Olha não procuro de ti um desafio
Não tenho chuteiras para jogar á poesia
Olha o escrever é como a água dum rio
Nunca é a mesma, escrever, é paz é alegria.

Deixa escorregar tua pena e pensamento
Também me satisfaz ler a tua poesia
Ao ler alguém expressar seu sentimento
Empurra e tristeza, para entrar a alegria.


Por: Armando C. Sousa
Canadá-28/12/ 2005