Meses que esperava á porta de
entrada em reparação
Era uma viga partida da entrada ao paraíso
Que me trazia triste de dor e paixão
Cansado e doente do juízo
Hoje pude a escorar e entrar devagar
ao fundo
Tremia e gritava de prazer
No mais doce paraíso do mundo
Fora a chuva cai de mansinho
A cama gemia outra vez de contente
E nós, mais um beijo mais um
carinho
Descendo os lábios com paixão
a baixo do ventre
Humedecido o paraíso, o deus
nele a entrar
Esperava ouvir o grito de contente
De prazer de loucura esse gritar
Num vai e vem de gemidos
De amor perdidos, chegando ao fundilho
Ali no quente, de amor perdidos
Senti o apertar, bem espremidinho
Recuperei meu perdido juízo
Meses de sofrer
Ao regressar aliviado do fundo do paraíso
Ainda a escorrer.
Por: Armando C. Sousa