Beijo à minha idade depende das marés
Depois do banho, na cama, a descobrir devagarinho
A língua a lamber o dedinho dos pés
Olhar, sempre a lamber
Ver levantar o pelinho e os bicos a crescer
Ter a sensação que ainda ama
O mesmo prazer do primeiro beijo na cama
Agora serão os joelho que vou beijar e lamber
Estes a tremer
Com a sensação que em si vai explodir um vulcão
Que está a ferver
Na encruzilhada do desejo
Chegou minha língua e o verdadeiro beijo
No umbigo beijo o cálix da doçura
Mais acima tenho de beijar os figos, fruta madura
Mas que ainda se faz arrebitar
Os olhos de prazer revirar
Sua boca me querer comer, dizendo entra
Dá-me já todo o prazer
E a sim o verdadeiro beijo à minha idade
De do beijar ainda temos vaidade.


Por: Armando C. Sousa

Canadá-12/01/ 2006