Em
cada cacho beijinhos cada cara um
sorriso
Podiam estar no inferno, pensavam
ser paraíso
Na
cepa ficava o sonho, primavera vai
nascer
O néctar será sonho,
para quem poder beber
Na
natureza a doçura, os cantos
no vindimar
A língua dá estalidos
e pode-nos fazer cantar
Amo
ver as raparigas sem saia e perna
pintada
Braços e passos certinhos
e manga arregaçada
A
deitar suas cantigas ou então
canto em coro
Olhando, vagos dos moços,
talvez para namoro
Até
o padre na missa, vinho da cepa
vai beber
Vai dizer sangue da vida, e o pão
para comer
Este
da cepa saiu, vinho de uvas madurinhas
Sem cuidado a beber terá
de andar de gatinhas
Ho,
cachos madurinhos, que beleza esta
vinha
Cortados por as raparigas tanta
una madurinha