Eu calcava devagar as areias quentinhas
Lentamente as apalpava em gozo suave
Para traz esquecias as saudades minhas
Dores do frio Canadiano, ninguém sabe

Naquela areia morna escondia emoções
Sentimentos carreavam do verão passado
Setembro, calor entre nuvens só desilusões
Nunca mais vi dia morno, a mim chegado

Deitado na cadeira comprida escutava o mar
Olhos viam mover-se lentos vultos nas areias
Não ouvia o som magico da sereia a cantar
Mas sentia o bater forte do passar de baleias

Sentia-me feliz ver areia limpa água espelhar
Cocos nos coqueiros, davam a natureza beleza
A temperatura me convidava dormir e sonhar
Tão belo doce lugar, que maravilhosa natureza

Areias entravam mar dentro muito baixinho
Vinham, iam um pouco com as suaves mares
Beijos e espuma, batiam nos pés com carinho
Via alem mar, grandes navios, a passar através

Crianças construiam castelos do pensar e areia
Corpos de mulheres com rolos para bronzear
Homens novos e idosos, como eu pança cheia
Deitados fechando olhos, em sereias a sonhar.


Por: Armando C. Sousa

Canadá-13/02/ 2006