Eu calcava devagar as areias quentinhas
Lentamente as apalpava em gozo suave
Para traz esquecias as saudades minhas
Dores do frio Canadiano, ninguém
sabe
Naquela
areia morna escondia emoções
Sentimentos carreavam do verão
passado
Setembro, calor entre nuvens só
desilusões
Nunca mais vi dia morno, a mim chegado
Deitado
na cadeira comprida escutava o mar
Olhos viam mover-se lentos vultos
nas areias
Não ouvia o som magico da sereia
a cantar
Mas sentia o bater forte do passar
de baleias
Sentia-me
feliz ver areia limpa água
espelhar
Cocos nos coqueiros, davam a natureza
beleza
A temperatura me convidava dormir
e sonhar
Tão belo doce lugar, que maravilhosa
natureza
Areias
entravam mar dentro muito baixinho
Vinham, iam um pouco com as suaves
mares
Beijos e espuma, batiam nos pés
com carinho
Via alem mar, grandes navios, a passar
através
Crianças
construiam castelos do pensar e areia
Corpos de mulheres com rolos para
bronzear
Homens novos e idosos, como eu pança
cheia
Deitados fechando olhos, em sereias
a sonhar.