Que podes tu contra a poesia que amo?
Que podes tu contra a cor da primavera?
Que podes tu contra a hora o dia o ano?
Que podes tu contra os dias há minha espera...

Sei que tu vil coisas podes fazer
Ver a fome, e deixar tantos inocentes morrer
Virares contra nós os canhões das religiões
Fazer com o câncer tantos padecer
Despedaçar com ódios tantos corações.

Achas que está certo esse teu poder?
Mas afinal isso e pouco, não é nada
Todos temos de ir, ninguém fica á padecer
Nesta vida depravada e achocalhada.

Fazes pouco, ninguém fica, todos temos de morrer
Eu adoro a mãe natureza
Ela sim, me dá tudo, mesmo a pobreza
Ela me dá o universo e sua riqueza
Ela me dá o amor
A água o ar os alimentos
E a cor de toda a flor.

Tu fazes pouco...


Por: Armando C. Sousa