Que podes tu contra a poesia que
amo?
Que podes tu contra a cor da primavera?
Que podes tu contra a hora o dia o
ano?
Que podes tu contra os dias há
minha espera...
Sei
que tu vil coisas podes fazer
Ver a fome, e deixar tantos inocentes
morrer
Virares contra nós os canhões
das religiões
Fazer com o câncer tantos
padecer
Despedaçar com ódios
tantos corações.
Achas
que está certo esse teu poder?
Mas afinal isso e pouco, não
é nada
Todos temos de ir, ninguém
fica á padecer
Nesta vida depravada e achocalhada.
Fazes
pouco, ninguém fica, todos
temos de morrer
Eu adoro a mãe natureza
Ela sim, me dá tudo, mesmo
a pobreza
Ela me dá o universo e sua
riqueza
Ela me dá o amor
A água o ar os alimentos
E a cor de toda a flor.
Tu
fazes pouco...