Portugal...
torrão onde nasci e cresci
Portugal dos meus sonhos e amores
de criança
Portugal onde brinquei e as letras
aprendi
Portugal, berço que me não
sais da lembrança
Porto dos sonhos de onde um dia parti.
Tantos
arrepios e solavancos para atravessar
o mar
No ar voei por entre montanhas de
algodão
Saudades do sangue e desejos de os
ir abraçar
Desta vez voltei sem lhes dar um beijão
Sofrido e mastigando as lágrimas
do meu chorar.
Pensamento
e coração os dois me
martirizo
Um quer estar entre filhos e netinhos
Outro quer-se entre sangue, amigos
e seu riso
Ao desdobrar esta meada quero-me entre
carinhos
Os dois amores juntos me levariam
ao paraíso.
Meu
rosto definha ao perder um dos dois
Queria que o desespero naufraga-se
na defesa
As rugas da alegria sejam vincadas
depois
Ter o sangue e os amigos, juntos à
mesma mesa
Saudades e alegria é tudo que
vós sois.
Meu
chão e berço perdido,
pelo desespero do não ter
Causa um governo satânico sem
coração
Difícil criar filhos, e dar-lhes
tudo para aprender
Eu os ouvia choras com fome e sem
pão
Do torrão parti para o futuro,
vivo de saudades e prazer.
Por:
Armando C. Sousa
Toronto07/10/2005