Passarinhos
é um enlevo vê-los criar
sua casinha
Como pensam como os seus filhinhos
criar
Fazem o ninho fio a fio, fragua a
fraguinha
Ali um casal de amor fazem as ovinhas
chocar.
Como
o poeta ama a flor, do néctar
fazem a mesa
Alegres cabriolando, cantando no giro
de seu voar
Voam longe, voam alto com tanta graça
e destreza
Depois quando nos ramos a dar bicadas,
amar, galar.
Beleza
é na primavera quando chegam
as andorinhas
A mim me comove, sou um imigrante
como elas são
Voltas e reviravoltas que elas dão,
lembram as minhas
Assim todos os passarinhos entram
fundo no coração.
O
poeta também canta voa, sobe
com seu pensamento
Sobe nuvens e luar, e vai com os planetas
jogar xadrez
Admira o altíssimo olho, muito
além no firmamento
Poeta morre a admirar quem tanta magia
de beleza fez.
Aqui
neste país frio, tantos pássaros
lindos vem visitar
De todos as cores, mas cantar romântico
é o do canário
Residentes, pica pau, cardeal e o
gaio não beleza sem par
Rouxinol, alegria da parreira, é
poeta popular, o fadário.
Se
nascesse passarinho cultivaria muitas
flores
Insectos dava-os aos meus filhinhos
e também seu néctar
Com alegria pousava nas janelas cantando
para os amores
Escreveria versos ao vento, e como
passarinhos ia beijar.
Por: Armando
C. Sousa