Emaranhada
minha memória é escura
No fio que fica e se puxa não
dá claridade
Bem liberto a dor, ponho um sorriso
de frescura
Se a pena principia a escrever vem
momentos de felicidade
Letras a correr no pensamento dedos
no teclado
Nascem , a mente me afluem
Risos alegrias, tristezas remorsos
do pecado
Amores sonhado em meu pensamento se
diluem
Puxando pelo fio da memória,
algumas vezes saem flores
Outras vezes são fios do saber
todos enriçados
Vem dias que me saem filhos e netos,
meus amores
Outros dias sonhos da juventude não
realizados
Coisas que oscilam na mente se está
luminosa
Nos sonhos são pesadelos a
me oprimir
Mas me vem a mente de vida fugaz,
airosa
Deixo cair na penas anedotas de fazer
rir
Na escuridão da memória
sem lucidez
Circulam espinhos punhais, rios em
caudais
Não sei porque o pensamento
faz esta malvadez
Pior se um dia do sonho não
acordo mais
Nos confins do azul vejo raios de
lume aterrar-se no abismo
Secreto pensamento habita meu interior
O porquê? Na verdade é
tudo em que cismo
Mas quero viver vida de alegria liberdade
e amor
Vida, é nossa sina fadada
Depois vivemos de memória emaranhada.