Há... Dor
que me deixaste, vai-te, espero que
morra
Tu dor que deverias chegar. Desaparece
Se eu pudesse te encerraria numa masmorra
Longe da humanidade, mais longe que
pudesse.
Não...
Não quero mais ser amigo da
dor e a sofrer
Sou um justo pecador, bem sei, até
ladrão
Mas procurarei cultivar em mim verdade
até morrer
Sim, verdade, roubei altíssimo
por não ter pão.
Sim
Altíssimo estou angustiado,
de meu amor sofrer
Partiu um joelho em queda quase arranjada
Queixou-se que desapareceu um relógio
de seu cofre
Procurou verdade ficou de perna quebrada.
Sei
Altíssimo, que tinha de ser
para ela este sofrer
O sofrer foi também para mim,
eu aceito-o
Tenho de a tratar, como no altar prometi,
devo-o fazer
Lavar, cozinhar, passeando-a a meu
jeito.
Há dor que te odeio, melhor
é ver chegar a morte
Mas sei Altíssimo que não
existe viver perfeito
Assim espero com minha dor resigno
à minha sorte
Amarei com a mente e com o que esta
em meu peito.

Por:
Armando C. Sousa
Toronto 12/08/05