Umas regiões chove, noutra
está a nevar
Numa é água molhada
noutra água gelada
Numa pode-se nadar noutra pode-se
esquiar
Tudo é água, enche
os rios vai para o mar
Pela
arqueologia vimos, os tempos mudados
Castelos desaparecem outras ficam
enterrados
Mar de água salgada, sal
de lagrimas chorada
Mãos erguidas a rezar,
mas não adianta nada
Os
rios vão transbordando
de lagrimas de dor
Tantos que foram ver, mas nada
dizem agora
Estão sonhando com as amendoeiras
em flor
Nesse pensamento florido fizeram
sua demora
A
morte dessa gente quer noivado
quer casar
Não pode, mas a morte não
quer viuva ficar
Querem o presidente da Câmara
ou J. Coelho
E que a ponte fique para sempre
um espelho
Dai
meus amigos à ciência
mais e mais saber
Para que ela dos perigos nos possa
defender
Não adianta nada rezar
as mãos a deus erguer
Se a ciência não
o fizer quem o irá fazer?.....
Saber
e honestidade é que nos
pode defender
Mas mesmo assim todos temos de
morrer
Podemos viver com muita mais alegria
Ganância de riquezas não,
pão nosso cada dia
Sim,
sim, a areia foi o motivo de tanta
morte
Mas com as medidas tomadas já
vão ter sorte
Olhos abertos não deis
a mão à corrupção
Que a tragédia desta ponte,
não seja em vão
Por:
Armando C. Sousa