Sentado num
galho duma nuvem branquinha triste
passeava
Acabava de sair da escuridão
e entrava no azul
Olhei para baixo vi grandes gaivotas
no mar água salgada
Entre as nuvens e a água apenas
tule
Uma escuridão subia por um
enorme cano
Vi o vento do lado no cano soprar
O vapor que subia principiou a rodar
com grandes penas
Rita nascia, nessa imensidão
de água, o mar
Alguém gemia com o capricho
das tempestades terrenas
Deliroso e desvairado, vi, não
era sonho ou imaginação
Eram caprichos dum enorme tufão
Ho ... tempestade que tantos vais
fazer sofrer
Mas os deuses a ninguém podem
valer
Estão todos entregues ao destino
que o trouxeram ao nascer
Mas isto é realidade não
e Sonhar
Estas coisas caprichosa da natureza
destrói de muitos o prazer
O ser humano volta a principiar
Teresa do alto do meu galho estava
a ver se te via
Espero que ponhas termo aos louvores
Que alguém quer dar á
poesia
E essas admirações,
é pagar a amigos favores
Teresa segue teu rumo de honestidade
De tua visão eu sinto vaidade
Tudo isto é o resultado de
meus devaneios
Não
são anseios.
Por:
Armando C. Sousa
Toronto 23/09/2005
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