Não amor, não sei quem sou...

Fui nada, fui sonho, fui desejo, fui amor

Fui loucura amarrada ao pensamento que passou

Fui fermento de vida a crescer, fui dor

Talvez fosse desespero ao sentir meu ser

Fui talvez beijos e sorrisos ao sair da flor

talvez rios de amor descendo em minha veias

tornando o nada em carne e cor

semente que nasce em fértil terra

quando semeias

fui puxos e fui gemidos ao descer

o sol viu a vida em mim entrando

mas não sei quem sou, nem o que poderei fazer

ou mesmo porque estou a escrever

sei que vivo, não sou sonhar

tenho raciocínio no meu pensar

até hoje fui tudo destinado a ser

agora tenho uma certeza

ser nada... morrer

vir fedor purificado péla natureza.


Por: Armando C. Sousa