Oh mar, que me encantas com tuas águas
Teus azuis, e verde azulado, de branco sarapintado
Ao atravessar-te, vem-me à mente tantas mágoas
Recordações de mãe, mais sublime ser amado
O último adeus à terra, seguia por entre pinheirais
Sentia o estremecer, e o comboio apitar
Sem saber mãe disse-te adeus até nunca mais
E tanto sonhava em te voltar a abraçar
Breve, o mesmo mar vou sobrevoar
Quero ir beijar e abraçar meus entes queridos
Ao regressar, as lágrimas irão rolar
Ao som do eterno adeus, nossos gritos perdidos
A cristalidade do amor que os olhos irão rever
Cavarão bem fundo no meu pensar
O adeus na mente, da gente da vida se perder
Ficar na Pátria comprada e não mais voltar
Depois ficarei com as amarras do sangue, meus filhos
Juntos aos rebentos que estão o brotar
São os diamantes da minha fortuna com seus brilhos
Serão estes netos a razão de meu viver e mar
Existe tanto encanto vendo-os crescer
Vendo-os formados e casados seria a maior beleza
Os meus olhos e mente sentiriam prazer
Depois eu ir morar no seio da mãe natureza.


Por: Armando C. Sousa