O tempo passa, eu me acostumo a aceitar a velhice
Peço apenas para me deixar ausente das dores
Com elas a vida é uma chatice
Vida me traga sempre meus amores
Que me importa que meu amor seja antigo
Só não quero que esteja distante
Seu ombro é sempre o melhor amigo
Suas meiguices mais eficazes que de amante
Sentados beijando no pátio do jardim
Quero ver as flores e abelhinhas
Quero o mel de seus lábios só para mim
O prazer do amor que adivinhas
Não quero sentir saudades dos momentos do prazer
Quero a flecha apontada com paixão
Nestes dias que eu possa viver
Sentir o badalar, e luz de seus olhos em meu coração
O badalar do segundo me leva a vida
Mesmo o sol que passa a cada momento
A mocidade se esvai perdida
Resta-nos o silencio dum lamento
As rugas do amor são lindas; mas profundas
Cavadas pela paixão e o bem querer
Mas também pela inveja e mentiras emundas
Gente raivosa, apenas nos quer ver sofrer
Quero o aconchego de minha esposa adorada
Cada dia lhe jogo um sorriso, uma chalaça
A abraço-a afirmando és minha amada
Lua vai, sol vem, o tempo passa

Por: Armando C. Sousa