Noite morna e bela, as estrelas piscavam
Umas e outras sussurravam o nome teu
Um asteróide descendo, e os olhos chamavam
Era uma labareda de amor que descia do céu.

Sentia teu desejo bailando em meu coração
Via-te esguia e morena, sorridente
Cada momento incendiavas mais, minha paixão
Eras tu a loucura, da minha mente.

Nas ondas do espaço tua imagem corria
Na estrada estrelar, tornada em luz
Minha pena tornava-te em poesia
Loucura, a que o amor entredito nos conduz.

Corria a noite, nós conversando
Eu te despia, beijando tua nudez
Voltando há realidade ficava chorando
Tu balançavas em meu colo outra vez.

Agora a lua nos olha e se esconde
Talvez envergonhada de nos espreitar
Chamo por teu nome o eco me responde
E tu vives no meu pensamento a me beijar.

As estrelas, olhava o nosso conversar
Tu sentada ao teclado
Tu vias minha face que te sorria
No patio noite bela céu estrelado.

Era enorme em te escrever minha alegria
Tu querida, és motivo desta minha poesia.

Por: Armando C. Sousa