Não amor, não lavei as mãos Quis que fica-se nelas o cheiro de teus seios e teus vãos Nas unhas ainda encontrei alguns peleiros Loiros, estes fazem parte de teu corpo e teu cheiros As mãos sentem ainda teus movimentos Elas foram a profanação de nossos momentos Não as vou lavar não, elas sentem como o meu coração Elas estiveram no lugar sagrado;... perdão Estiveram no sacrário do prazer Elas foram o espelho de teus bicos a crescer Mãos foram cúmplices, me viram beijar-te com paixão Elas ajudaram a deitar-te no chão Agarraram teus cabelos para os acariciar Elas foram o objecto de te abraçar Não as lavo não, elas fazem parte de meu coração Os cheiros que elas sentiram nunca os apagarei As incensas cheirosas são de ti, eu sei São para ficar em mim Só tu amor serás a única roseira de meu jardim Mas as mãos não lavo não Até que possua por inteiro teu coração Depois amor, me vais ajudar a lavar Quando jurar-mos
os dois amor eterno no altar. Por: Armando C. Sousa
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