Caravelas frágeis e ligeiras foram carvalhos e pinheiros
Homens rijos do mar guiavam-nas pelas estrelas e sinais
Largavam aos bandos enfrentando os segredos do mar
Assim foi o sangue de meu sangue, dias, meses a navegar.

Abraços e beijos na mente, da viuva e de sua Pátria mãe
Tantos carinhos e beijos sonhados, desejos de regresso
Tantas lágrimas vertidas deixadas, salgando o mar além
Mais um amor desaparecido, sem poder voltar ao berço.

Enfunadas as velas, caminhando para o porto das ilusões
Um dia chegavam, dançando com gentes de outras nações
Escreviam cartas, cartografias, recordações, grande sonho
Batalhavam, goelas terríveis, mar revolto, vento medonho.

Viram tanto mar! Terras! os pinheiros e carvalhos de Portugal
Velas, pano de linho, tecidas por viuvas de tantos marinheiros
Lavados com lágrimas de esposas e mães, um amor sem igual
Valeu a pena mostrar ao mundo, foram valentes os primeiros.

Hoje caravelas foi um sonho do passado, mas fizeram historia
Meu sangue vem desse sangue, que ainda hoje vos escreve
Raça lusitana foram heróis, nunca esquecem, estão na memória
Quem serão os valente de outra epopéia, terá inicio em breve.

Pinheiros e carvalhos de Portugal foram do mar Caravelas
Levaram saber, sangue suor e lágrimas, guiados pelas estrelas
Chegaram á Índia, de terras de Santa Cruz trouxeram o Brasil
Mais um aniversário da chegada passará no dia 23 de Abril.


Por: Armando C. Sousa