Anjos, a crença procura plantar em minha mente, fonte pura
Nunca os vi, mas só na mente eles podem morar, se os deixar
Com sol brilhante nunca os vi aparecer... talvez na noite escura
Na noite estou dormindo, vôo com meu amor a sonhar
Palavra de anjo, dou-o a minha mãe, que me deu vida e partiu
Meu pai foi anjo também, do nada fez vida
Sou querubim de minha esposa, creio que outro não viu
Depois de quarenta e cinco anos, não está arrependida
Anjo é meu computador que no virtual vai beijar
Anjo és tu, que tão longe e no real tempo me estas a ler
Anjo é o técnico que o p/c vem reparar
Me dá felicidade, e com vós momentos de prazer
Anjos, pode ser a felicidade e o amor que podemos dar
Pode ser talvez um bom dia um beijo um sorriso
Pode ser uma palavra meiga, um gesto um abraçar
Pode ser uma flor oferecida cortada no jardim do paraíso
Anjo é o destino que me deu o céu desta ciranda
Anjos sois vós, poetas. Deste-me o prazer de com vós a cirandar
Querubim é a mente que me faz escrever e me comanda
Anjo é a pena que escreve, e não quer com vós concordar
Anjo pode viver em vosso pensamento, é ele o seu castelo
No meu já viveu, no presente é uma fonte a brotar poesia
Agora não entra mais nem com cinzel e martelo
Medos partiram; o que me dá prazer e alegria
Guardai vossos anjos e vossos querubins
Eu fico com meu pensar de beleza
Vivendo entre flores de meus jardins
Que cultivo no universo da minha mãe natureza.

Por: Armando C. Sousa