

Tudo o que eu vejo,
sou dono de meu olhar
Os meus olhos são janelas de tudo que vejo
Mas quando o sono eterno ao cérebro chegar
Nem cores ou beleza da vida terei mais desejo
Não conhecerei caminhos, de trovões lampejo.
Uivando branquinhas
vem ondas apressadas
No movimento verde enrolam em espuma
Na areia cor de trigo maduro molho ceifado
Espero-te sem ver chegar esperança alguma
Assim meu cérebro adormece na areia deitado.
Acordei, o dia chegar,
vi uma estrela desaparecer
Eram olhos a abri e a fechar, com que sonhava
No uivar e rolar das ondas te vi desaparecer
Imagem que meus olhos viam o coração amava
Ali fiquei esperando, por aquela que não chegava..
Agora estou pensando
o que estou a escrever
A cada tecla que bate pergunto, será o coração
Ou se serão as ondas na praia a raivosas a uivar
Meus braços parecem de te apertar ter sensação
Meu cérebro cheio de caricias e amor para dar.
Não. não
sei ser poeta, espero a hora!
Por: Armando
C. Sousa
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