Eu sou o ar, o amor do sol
Sou à alma da lua
Sou o cristal da água que brilha
Sou o som dos horizontes
Sou a musa do encanto das fontes.

Sou a cor do crepúsculo.

Sou a fada doirada
Esperança do pensamento
Sou vida, sou tormenta
Sou a serena cor cristal sem cor...
Que envolve o redemoinho do vento.

Que juntas as cores das estrelas
As transforma em estradas de constelações
Ar que lava o pensamento
Deixando-o de uma leveza perene
Por vezes sou molhado e com frescura de creme.

Do ar vive meu pensamento.

Sou o amor, sou o contento
Sou o som melodioso que assobia
Que transforma em prazer ou delírio minha poesia
Sou o ar que vagueia, tornando folhas em ventoinhas
Que cobre avizinhas, nos montes e vales, e charnecas.

Deixo minha doçura; amacio a luz brilhante do sol.

Que aquece e desfalece
Por vezes sou a agonia da escuridão
Da noite com frio cortante
Mas também arredo as nuvens
Deixando as estrelas brilhar.

Dando-vos a luz meiga do luar
Fico um pouco no orvalho da madrugada
Dando frescura ás flores
Estas que dão sonhos aos amores
Ar que habito o mundo de doçura.

Sou coração, onde caem pensamentos
Destroço lamentos
Sou as ondas de rio
Balanço os ninhos onde nasce a graça do voar
Sou a alegria do azul do céu.

Sou eu ar, o suspiro do amar
Da paixão, o interlúdio do chorar
Sou o ar que alimenta a flor
Onde borboletas vão pousar
Dando alegria ao jardim.

Sim sou o ar a brisa que alimenta
Que faço zangar o mar ou o acalmar
Torno linda e doce à primavera
Sou o viver do homem, e do amor
Sou a revolução das massas de ar.

Sou uns dos segredos da vida.

Mas sou mistério guardado pela mãe natureza
Para dar ou retirar o ultimo sopro
Sou feiticeiro da vida universal
Amigo quando de meu passear
Um sopro de pureza te faltar.

Tudo que guardas na memória te irá acabar
Por pouco tempo serás nada
Coberto por o meu ser; o ar.

Por: Armando C. Sousa