Quero tudo, o terreno a casa o boi o arado

Nasci em pecado, o meu céu será o trabalho

Adoro ver orvalho nos ramos de manhãzinha

Quero chegar à noite cansado "mas" ter pão

Há, poderei dar um pouco à pobre da vizinha

Não há limite de minha força, manejar o arado

Nascer do sol ás estrelas, arado enxada cavar

E o porquê?... Amigo, nasci pobre, mas honrado

Ver espigas madurinhas os campos a verdejar

A noite venha á fatiga, sono á mente, descansar

Terreno pode ser o lugar onde estou a trabalhar

Casa pode ser a natureza, céu estrelas luar a luzir

Arado, o martelo minha pica, serra, minha pena

Será a enxada, um boi ao cambão meu conduzir

Pecado o amor sentido por uma loura ou morena

Quero todo o terreno para a humanidade trabalhar

Amo que suem, mãos calejadas, mas à noite ter pão

Na noite sentar-me no pátio ver estrelas a brilhar

Sentir a luz da tranqüilidade entrar em meu coração

Gozar a liberdade da igualdade no beijo, e abraçar.


Por: Armando C. Sousa


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