

Um
poeta que sonhava levado pelo destino
Não mais combustão ou dor de pulmão
Deixar o vicio do cigarro, que iniciou em menino.
Acabar as queimaduras nos dedos e na mão.
O cigarro era o veneno que me fazia tossir
A minha teimosia de não fumar foi ainda maior
Mas o vicio era cisma que não queria sair
Aos chutes e pontapés nesta luta venceu a vida
o amor
Da minha boca a esposa começou a sentir doçura
Desapareceu o gosto amargo de fumo e alcatrão
Meu hálito, meus dentes demonstravam frescura
Perdi mesmo o habito de cigarro na mão.
Não preciso desse algoz para matar a solidão
Muito menos bronquite e mais alegria
Sinto pelo viver mais amor muito mais paixão
Hoje o cigarro é minha pena a escrever poesia
Não fósforos, não isqueiro ou
dinheiro a arder
Minha mente pode esse maldito de vicio controlar
Mas uma coisa que não poderei vencer
É o ver cair do vestido e me poder segurar.
A casa é cheirosa já não tem
mais cinzeiros
Não há pontas de cigarros nos contos
das escadas
Nem mais temo tornar pontos secos em braseiros
Minha alegria é mais salutar, dá mais
risadas.

Por:
Armando C. Sousa
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