![]() Minha casinha do Norte Oh tempo que te não vi Ali cumpri minha sorte Tantas saudades de ti. Vi meus filhos a crescer Deu-lhe guarida e agasalho Viu-os com livros aprender As normas de seu trabalho. Os átomos que eu parti Fazem trabalhar o computador Talvez estejam no meu A quem tenho muito amor. No norte nunca faltou pão Nem para o frio agasalho Uns copos para os amigos A arca era nosso talho. Íamos, aos lavradores Comprar galinhas, às dezenas Se pagávamos os favores Galinhas vinham sem penas. Comprávamos também vitelas Capadinhas, e engordadas Era coisa bem tenrinha Cozida ou assada nas brasas. Os peixes que eu pescava Eram de quilo para cima Desporto nunca pagava P'ro gasto da gasolina. Hoje aqui em Toronto Com festas em demasia Comparado com a paz d'alma Que eu no Norte vivia. Seis filhos e oito netos Genros e noras também Todos juntos em família É o bem que a gente tem. Jantar de acção de graças Estivemos todos juntinhos Depois esticamos as pernas Passeando pelos caminhos. Nunca me posso queixar Da partida ou minha sorte Mas digo tenho saudades Da minha casinha do Norte. Por: Armando C. Sousa |