Meu convívio é o amor que me espanta
Ninguém se atravesse nesta grandeza
Falo da beleza da mulher que me encanta
Dos beijos e abraços e sua pele macieza.
Ao luar,
como adoro falar do mar, do céu
Sinto a terra caminhar levando-me à madrugada
Nada vejo, não sei se me cobre um véu
Todos dizem que sabem... eu, não sei nada.
Em que ponto da terra meu
caminhar para?
Em que paralelo seguirei à volta do mundo
Neste espaço que me imagino; sou coisa rara
Tudo terminará para todos; num segundo.
A luz da memória se
ascende para ver o amor
De mim os fios de sangue correm em torrente
É em ti que tenho meus olhos, minha flor
És tu que tornas meu convívio mais contente.
Nossos
corpos deitados chispam labaredas
Inesperadamente descobrimos o viver
Abraçando e beijando por entre alamedas
Gozando a vida a dois neste nosso conviver.

Por:
Armando C. Sousa