
Mar que já fostes Adamastor, sereias
e medo
Vinhas de longe ninguém conhecia teu começar
Teu verde, no arco do azul do céu ia terminar
Lendas de monstros guardavam-te em segredo.
Mar, quando na pedra batias furavas e comias
Em grito agudo como o chorar da sereia
Quando amansavas à luz do sol te estendias
Deixando penedos comidos em pedrinhas areia.
Mundo falava, tantos meses a chegar a voz
A curiosidade de ti dentro da gente aguçava
Medo entranhado, torna-se em arrepios, atroz
Saída do mar, curiosidade da gente aguçava.
O medo que entrava, tremer gritos e arrepios
Caravelas Portuguesas nas suas cristas levava
As margens da incerteza davam asas aos navios
Depois atravessaram o cabo, ninguém acreditava.
Caíram lendas, ficaram mentes humanas
libertas
Portugueses foram assim outras terras desbravar
Outros lindos pássaros, cores de gente descobertas
A cruz de cristo com eles levavam para os ensinar.
Chegaram à
África à Índia China Timor e ao Brasil
Deram espelhos navalhas ensinaram a nudez cobrir
Pedro Alves Cabral, chegou a Vera Cruz 23 de abril
Na sua cruzada novos mundos e gentes descobrir.

Por: Armando C. Sousa
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