O
confim do medo era o mar era a sereia
Era escuro do céu, a lua e lobos a uivar
O zunido das ondas bravas em maré cheia
Era o braço do desconhecido no agarrar.
Fluido
do medo sensação quente a entrar
Eram cósmicos segredos do nada a nascer
Talvez alguns momentos loucos do beijar
O desconhecido sentir, o ventre a crescer.
Medo,
a terra ouvir uivos de imaginação
Ouvir as vozes surdas do mundo que fala
Medo era, já o amor entrando no coração
Medo era o sentir, não poder dizer nada.
Medo
tenho eu, e do amor, sentindo-o longe
Medo de sentir desejos e as penas do sonhar
Medo é da verdade, mentira de amar, lisonja
Medo de não sentir a realidade no teu beijar.
Medo
é, infortúnio da vida que não se
realiza
Medo de nunca sentir teus abraços de lealdade
Medo tenho do sonho, que não se concretiza
Medo de não poder tornar sonhos em verdade.
Medo
de nunca te ouvir ao vivo, ver tua figura
Medo, um dia desapareças, da magia da telinha
Medo de não mais ter escritos teus de candura
Medo de perder-te aqui, sendo tu minha rainha.

Por: Armando C.
Sousa
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