Água que me olha bate doce em pingos de luz
Amor ali se molha no silencio cego da paixão
Assim vestida de ar o nada do sublime produz
Na quentura do ventre entra suave meu coração.

As veias da lembrança a escorrerem suavemente
Pingas caídas no vertido dar, treme a carne a arder
Terrível é belo, úmido e quente, teu musgo ardente
Gritos; ais de confusão, estrela que ascende o dever.

Cegueira perfeita; lírios de sangue; de amor escoa
Vacum deitado, ciência que dorme, sublime um dia
Mitos da verdade; meses passados, na vida ressoa
Iluminação da vida, caminho da morte, viver alegria.

Juventude, vida, incêndio de loucura doce e sadia
Candeia recolhida do esgoto, gota quente de silencio
Donde vai surgir vida, vamos sentir, está no ventre
Silêncio apaixonado a multiplicar, cheiro da semente.

Água molhada para multiplicar em espírito de amor
Esta é forma de eternizar, vida que vem do além
Deusa; ventre de mulher, germina cravo ou bela flor
Ama em gritos abertos deusa; de ti doçura, vida vem.

Por: Armando C. Sousa

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