

Mar,
Ho mar que tantos fizeste morrer e chorar
Mar, Ho mar!
Que destruístes, levastes paraísos de riqueza
Deixas-te Ho
mar, o luto a fome desalento e rezar
Mostrando um
pouco o secreto da Mãe Natureza
Tu Tsunami
Fizeste tremer deixando
um leito de desespero morte e agonia
Cuidar dos
vivos e enterrar os mortos é nosso grande dever
Nosso egoísmo
te está a deixar seguir para uma epidemia
Irmão
nestes últimos minutos do ano é hora de socorrer
Mar... Acalma tuas
entranhas! Abre o coração ao capitalismo
Porque se estes
pensarem que o dinheiro lhes dá viver
De teus segredos
sairá um cataclismo
Mar...lembra-nos
dos que não tem pinga de Água para beber
Não sabem
donde virá o próximo naco de pão
Nestes últimos
segundos, deixa-nos cumprir nosso dever
Abrindo para
com as necessidades nosso coração
Mar deste-nos
um exemplo do pequenino que somos no viver
Tudo é irreal
mesmo no sonhar.
O Paraíso
é vida... nada é morrer
Então
abraçamo-nos à igualdade e ao amar
Hoje meia noite
ao levantares um copo na mão
Lembra-te
que existe teu irmão chorando sem pão
Por: Armando C. Sousa
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