Barriga
vazia a roncar, bombas a zunir
Lavaredas, correria, gritos de dor a sair.
Armas abandonadas, suas mãos sem vida
Pelo chão caído, de uma pátria perdida.
Nos lábios um hino, saliva a escorrer
Sangue ainda quente, corpo a morrer.
Que brutalidade de uma mente perdida
Tanta humanidade morta, a alma dorida.
A morte rasteja, qual réptil de guerra
Jovens morrem, não voltam ver sua terra.
Presidente escoiceia, não vê realidade
Bombas e mais bombas; vai a liberdade.
Os trapos esquecidos pedaços da nação
Juventude escolhida dá sua vida em vão.
Gritos mudos, cobertos pelos canhões
Ambição do petróleo, ódio de religiões.
Por todo o mundo ódio e silêncio rasteja
Matam, roubam, em nome de sua igreja.
Afinal é petróleo, tudo querer, e o poder
Força mandar, faz a humanidade morrer.
Guerra maldita, W Bush e América iniciaram
Motivos sem razão, mas a tantos enganaram.
Povo Americano não vê, de ideal sanguinário
Ficamos à mercê, caminhando para o calvário.
Por: Armando C.
Sousa
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