Corpo esbelto chispa de fogo

Incendeia a carne do homem bobo

A febre sobe em tom de loucura

Será sua mística ou formosura

Seios dançando, dança a cintura

No seu torcer tem mais doçura

Os seios soltos homem que chame

Faz lhe pensar na sua cama

As chispas saltam de seu olhar

Corpo cigano o faz pecar

Olhos o convidam no seu trejeito

O homem sente fogo no peito

E ela passa véu abanar

Sempre com graça no seu dançar

E muito perto o violão dá os acordes

No seu trejeito bate o talão

O homem bobo fica, mistificado

Nem dá por isso, que foi roubado

Cigana linda mais uma vez à sua beira

E outro fica sem a carteira

O corpo e dança é atracção

Seu companheiro é o ladrão

Mulher cigana é feiticeira

O seu feitiço é o dançar

Para o homem bobo se encantar.

Por: Armando C. Sousa

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