Meu País meu berço meu Portugal
Cheiro do acipreste e eucalipto verdinho
Aroma e cor de mimosa não havia igual
Puro jardim desde o Algarve ao Minho

Via lá longe o teu mar quase infinito
Pinheirais um resguardo de vento e areia
Eras a beleza duma Europa tão bonito
Riqueza dum passado, amor incendeia

A ambição apanhou-te sem resguardo
E o vento ríspido quis tua beleza apagar
Principiou na montanha fogo malvado
Como um ciclone apenas o reteve o mar

Tuas matas de sobreiros grande riqueza
Ficaram devastadas só cinzas e carvão
pássaros mortos e fugindo da labareda
tantas famílias ficaram sem casa e pão

No mundo coração de Português gritava
Vendo o berço e pátria em chamas a arder
Mas sabia que seu sopro o não apagava
Então angustiado tremia com dor do sofrer

Sentia-mos os erros dum governo a pairar
E o esquecimento de promessa de defesa
Bombeiro sem equipamento, poder treinar
Os sinais de angustia se viam com clareza

Por: Armando C. Sousa

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