Verde de mil e um verdes, vida a subir
Agarrando o sol
Planície do verde olhando o céu, a florir
Casa e mesa das mariposas de mil cores a casar
Beleza de diferentes pássaros a voar
Subindo às alturas, para do verde sair
Amazônia, pulmão que a natureza nos deu
Folhas são ventoinhas purificando o ar do céu
Dentro de seu verde tanta vida
Beleza para nós desconhecida
Tantos sonhos selvagens, frutos esquisitos
Podem ser de amor ou de morte da Amazônia gritos
Numa certa clareira, moças deitadas
Cobrindo suas vergonhas
São cores, muitas cores, tom garridas, pintadas
Cabanas construídas de folhas de bananeira
Quando chove, é ali que se realiza toda a brincadeira
Macacos voam fugidios
Mil qualidade de peixes e piranhas nos rios
Debaixo de tanta frescura, vive gente primitiva sorrindo
Mas a civilização vai seu lar destruindo
Com enormes queimadas
Deixando as cores da Amazônia desbotadas
Debaixo dos mil verdes, nossa saúde nas flores
As raízes são venenos da nossa doença
Tudo isto pode fazer passar nossas dores
Aumentar no viver nossa crença
Debaixo do verde repuxos ou lanças de pau
Dão vida, á vida com o cacau
Névoas respiram chuva torrencial
Não queiras conhecer os segredos dos fluviais
Formam oceanos de espuma amarela
Deixado os verdes aveludados
Em linda aguarela
O sol raia, grande alegria
Ouve-se o batuque, música de poesia.

Por: Armando C. Sousa
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