Os sítios queridos onde vivi
Já não posso dar o derradeiro olhar
Nem os montes de carqueja lá existe
Nem o moinho onde subia e via o mar
Já não sinto o cheiro verde do eucalipto
Só as saudades me vem amarrotar
Nem o largo que chamava de meu sitio
Nem a terra é a mesma do lugar
Céu e estrelas são as mesmas
Lá alem eu as vejo a piscar
A lua que vem do nada a redondinha
É um encanto a plenitude de seu luar
Lua bela que dos céus és a rainha
É do sitio e da saudade que estou a falar
De lá só tenho a língua que aprendi
E as saudades que me estão a bordar
Ho minha terra onde estive e não te vi
Nem a escola onde esteve a estudar
O rio onde me banhava quase seco
Nem o sino badalava ás trindades
Lugar onde namorei já não é beco
De tudo que encontro são saudades.


Por: Armando C. Sousa