Os teus gritos, saudades da juventude

Eu tanto deixei puxar, até gritar...

Belos tempos, com dias, meses, e anos

Talvez encha-se um almude...

E a cada vez gritava...

Dentro dela. me despedaçava...

Ainda hoje vejo os pedaços...

Dão-me beijos e abraços...

Olha! És, uma mulher verdadeira

Que dizes o que sentes...

Gritas ao entrar, e dentro de ti sair

Dizes que o puxas ao se vir

Teus gritos são de amor sensual

É isto que faz girar o mundo

Ser sublime, não há coisa igual

És, mulher que o sabes, ser...

Teus gritos, não os procura esconder

Como eu amo gente desse calibre

Santa liberdade! Ser livre todos quer

Mas ninguém se exprime com mais verdade

Que tu 54 quilos de Mulher!


Por: Armando C. Sousa


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