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Por vezes pesadelo medonho Porta essa que ninguém tem a chave para a abrir Nem o poderá descobrir O impossivel, o sonho vai buscar a realeza E a implanta na nossa fraqueza O sonho nasce do mais obscuro nada O dormir a porta de entrada Nada, que talvez exista antes de nós existir Pode ao nosso inconsciente vir Será o sonho a consciência do inconsciente? Mesmo que haja quem mo queira explicar, não acredito. Ou então farei minha própria versão Acordado, meu sonho é dividir, meus pensamentos Minhas alegrias Pode não ser; eu lhe chamo poesias Essas que vão ao encontro da igualdade Procuram ver toda a face sorrir Ou chorar de saudade Tenho medo do que o sonho me dá no dormir Prefiro no acordado o sentir Amar, puxar as cordas ao coração No sonho real duma paixão Sentir a vida nascer desde o nada, ver criança Sentir o sublime do amor, fortalecer a esperança Acordado, sentir o perfume da flor Partir um dia no sono, sem cheiro sem dor.
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