Não sei quem sou, ou porque aqui vim
Porque nasci, e o que o mundo, quer de mim.

Escrevo, o porquê não o sei, não percebo
Digo verdades, mas do que digo tenho medo.

Eu não sabia que podia contar e escrever
Julgava que nada saia da nuca. para eu dizer.

Mas afinal minha pena é uma nascente
Deita umas pingas de momento seca de repente.

Andava eu louco, à procura d'um passa tempo
Sem saber que o tinha grande no meu pensar
Assim dou comigo escrevendo poesia que invento.

E pronto tenho ânsia de viver; quero-a amar
Deitar-me abraçado a ela, rolo-me no meu sonhar

Sim com ela, que andou no mundo. comigo a cavalgar.

 

Por: Armando C. Sousa


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