Não, não gosto de ser esmagado, ou aceitar imposições

Não gosto não

Gosto sim de cumprir todas as minhas missões

Que me dite o coração

Haverá circunstancias que as pessoas se impõem

Sem me perguntar

Atrasando minha caminhada, assim os pés me doem

Deixando-me a pensar

Se devo caminhar diante da ditadura ou tirania

Ou se devo retroceder

Deixando a tirania ser tiranizada e agarrar a alegria

Vou me libertar

Não do azul do seu, do sol, das estrelas ou luar

Coisas que tanto amo

Vou me libertar da ganância da inveja e mentira

Vou-me libertar

De espíritos, bruxas, olhares, curandeiros e benzilhões

Vou te deixar sozinho

Com o teu mal dizer de minha poesia do meu poetar

Sim, eu vou-te deixar

Não mais te rirás das minhas verdades e pensamentos

Não, não gosto não de tua ação

Vou-te deixar ficar

E agarrar

Do meu anjo de ternura, toda a bondade e formosura

De ti vou pegar

Teus beijos molhados, teus sussurros, abraços e paixões

Nos teu poemas

Vou pegar no teu carinho no teu jeito de artista

Vou-me deixar escrever

E de ti e deste prazer viver de paixão.


Do resto não gosto não!


Por: Armando C. Sousa


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