Desculpa… Entro mas é apenas a sonhar

Mas és bela nua, de peitos ao ar

Sim enfrento a alegria

Porque és musa de minha poesia

Não, não disfarço estou-te a ver, desejos de comer

Que flores!…

Que coisa raras, te morderia com beijos

Não és feitiço, és paixão

Deixarias todo o macho com enorme tesão

Tua flor abriria cheia de viço

Eu nela entraria, para te dar prazer, quebrar o feitiço

Me apossaria de todo o teu corpo

Para encher teus vãos

O resto os acariciaria com as mãos

O calor não seria sensação

Seria remexer brasas no teu vulcão

Fazer sair lava, êxtase da paixão

Se no teu quarto pudesse entrar com o luar

Sair antes da alvorada chegar

Deixar-te a sorrir como uma flor

Quando é acariciada pelo orvalho e o calor

Deixaria meus poemas a teus ouvidos

Para misturares com teus gemidos

Cada noite me tornar no feitiço do amor

Até à madrugada te dar caricias

A teu peitos eretos e tua flor…

Mas é impossive...

Desculpa amor!


Por: Armando C. Sousa


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